Para a APT, integração entre municípios, valorização da cultura regional e qualificação profissional são essenciais para ampliar os benefícios da atividade turística.
O turismo de cruzeiros marítimos representa uma oportunidade que vai muito além da movimentação de passageiros no Porto de Santos. Para a Associação dos Profissionais do Turismo da Baixada Santista (APT), o grande desafio é transformar esse fluxo de visitantes em benefícios para toda a região.
Santos possui uma trajetória histórica ligada ao porto, à hospitalidade e à chegada de pessoas de diferentes partes do mundo. Essa identidade, somada aos atrativos culturais, naturais e gastronômicos dos municípios vizinhos, cria condições para ampliar a oferta de experiências turísticas.
No entanto, aproveitar esse potencial exige integração e planejamento regional.
Uma região, diferentes experiências
A APT defende que Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Bertioga e os demais municípios da Baixada Santista sejam valorizados como parte de um destino turístico integrado.
A diversidade regional permite oferecer experiências que vão além do tradicional turismo de sol e praia, incluindo gastronomia caiçara, patrimônio histórico, natureza, cultura e vivências locais.
Para a entidade, a criação de roteiros integrados e a promoção conjunta dos atrativos podem estimular os turistas a permanecerem mais tempo na região.
“Nosso maior desafio é fazer com que o turismo seja pensado de forma regional. Temos história, cultura, gastronomia e uma diversidade de experiências que precisam ser valorizadas. Quando trabalhamos de maneira integrada, conseguimos transformar o potencial turístico em oportunidades reais para os municípios e para a população”, afirma Eduardo Silveira, diretor-presidente da APT.
Qualificação e hospitalidade fazem a diferença
Além da infraestrutura, a APT destaca a importância de preparar o comércio e os profissionais para atender visitantes com diferentes perfis e necessidades.
A capacitação, a melhoria dos serviços e a valorização da identidade local são fundamentais para oferecer experiências que despertem o desejo de retornar à região.
Outro aspecto importante é compreender que o desenvolvimento turístico também deve beneficiar os moradores.
Como costuma destacar Eduardo Silveira, “uma cidade é boa para o turista quando ela é, em primeiro lugar, boa para seus moradores”.
Nesse sentido, investimentos em mobilidade, revitalização urbana, preservação ambiental e valorização do patrimônio histórico contribuem tanto para a qualidade de vida da população quanto para a atratividade turística.
Para a APT, o futuro dos cruzeiros marítimos em Santos deve ser construído a partir dessa visão: um turismo capaz de conectar municípios, gerar oportunidades e valorizar a identidade da Baixada Santista.

