APT aponta infraestrutura moderna, segurança regulatória e planejamento de longo prazo como fatores essenciais para ampliar a presença das armadoras no país.
O Brasil possui um grande potencial para o crescimento do turismo de cruzeiros marítimos, mas ainda enfrenta desafios para atrair novas companhias e ampliar a oferta de viagens.
Segundo a Associação dos Profissionais do Turismo da Baixada Santista (APT), a competitividade do setor depende de um conjunto de fatores que vai além da demanda dos passageiros. Infraestrutura portuária, custos operacionais, regulação e previsibilidade são elementos decisivos para os investimentos das empresas.
A chegada da companhia espanhola Corazul ao mercado brasileiro, na temporada 2026/2027, é considerada pela entidade um sinal positivo do interesse internacional pelo país.
Planejamento e previsibilidade são fundamentais
As companhias marítimas costumam planejar suas temporadas com dois a três anos de antecedência. Isso significa que decisões sobre destinos, roteiros e operações dependem de condições estruturais e administrativas conhecidas previamente.
Para a APT, questões relacionadas à tributação, à legislação trabalhista e aos custos operacionais precisam fazer parte de uma discussão ampla sobre a competitividade do turismo marítimo brasileiro.
“Existe interesse pelo mercado brasileiro e um potencial importante de crescimento. Mas precisamos oferecer às companhias condições que permitam planejar suas operações com segurança. Infraestrutura e previsibilidade regulatória devem avançar juntas para que o Brasil se torne cada vez mais competitivo”, afirma Eduardo Silveira, diretor-presidente da APT.
Santos tem papel estratégico nesse crescimento
Como um dos principais polos de embarque e desembarque de passageiros do país, Santos ocupa posição relevante nas perspectivas de expansão do setor.
A modernização do terminal de passageiros, com o projeto previsto para o Valongo, representa uma oportunidade para aprimorar a infraestrutura e oferecer melhores condições operacionais às companhias.
A entidade também defende maior articulação entre o setor turístico, o Ministério do Turismo e outras instâncias do poder público para enfrentar os desafios regulatórios.
Além dos impactos econômicos, a expansão dos cruzeiros pode ampliar oportunidades de emprego e qualificação profissional, especialmente para jovens interessados em ingressar no mercado de turismo e hospitalidade.
Para a APT, o fortalecimento do turismo marítimo brasileiro exige planejamento, diálogo e uma visão de longo prazo.


