Cruzeiros em Santos: mobilidade e acesso ao porto são desafios para o turismo 

APT defende soluções integradas de transporte e destaca o potencial de incentivar os passageiros a chegar à cidade antes do embarque. 

A experiência de uma viagem de cruzeiro começa muito antes de o passageiro entrar no navio. O deslocamento até o terminal marítimo é uma etapa fundamental, especialmente em Santos, onde o fluxo de turistas convive com a intensa movimentação de cargas do maior porto do Brasil. 

Para a Associação dos Profissionais do Turismo da Baixada Santista (APT), os desafios de mobilidade exigem planejamento, alternativas de acesso e integração entre diferentes meios de transporte. 

O trânsito nas rodovias e nas vias de acesso ao porto pode aumentar o tempo de deslocamento e comprometer a tranquilidade dos passageiros. Por isso, a entidade destaca a importância da orientação antecipada e do planejamento das viagens. 

Chegar um dia antes pode beneficiar o turista e a economia local 

Uma alternativa defendida pela APT é incentivar os passageiros a chegarem a Santos pelo menos um dia antes do embarque. 

Além de reduzir os riscos relacionados a atrasos no trânsito, essa prática cria oportunidades para que os visitantes conheçam a cidade, utilizem a rede hoteleira e aproveitem a gastronomia e os atrativos turísticos. 

“Precisamos estimular o passageiro a enxergar Santos não apenas como o local de embarque, mas como parte da experiência da viagem. Chegar um dia antes significa mais tranquilidade para o turista e novas oportunidades para toda a cadeia produtiva do turismo”, destaca Eduardo Silveira, diretor-presidente da APT. 

Integração de transportes é caminho para o futuro 

A entidade também defende um planejamento metropolitano de mobilidade, que contemple alternativas rodoviárias, transporte público e maior aproveitamento do potencial hidroviário da região. 

A criação de rotas específicas para ônibus de turismo e a integração entre diferentes modais podem contribuir para melhorar o acesso ao terminal. 

Para a APT, a mobilidade deve ser tratada como parte da estratégia de desenvolvimento turístico, considerando não apenas os visitantes, mas também a qualidade de vida da população. 

Afinal, facilitar o acesso aos destinos significa tornar a Baixada Santista mais competitiva, acessível e preparada para receber turistas durante todo o ano. 

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